Sala de Leitura
Este Blog é um portfólio virtual dos encontros e estudos realizados junto às auxiliares de biblioteca escolar e representantes do Jornal, Escola e Comunidade do Município de Itanhaém. Ele reúne textos, estudos e atividades compartilhadas durante os encontros do grupo e tem, também, a intenção de disponibilizar outras ações que possam contribuir para a prática pedagógica desses profissionais.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Tirinhas: que gênero é esse?
Tirinhas: que gênero é
esse?
As tirinhas são, basicamente, histórias em quadrinhos bem
curtas, em geral de um a três quadrinhos, algumas com quatro, cheias de humor e
efeito ambíguo. Em uma comparação com a ‘charge’, outro gênero jornalístico, que
tem como finalidade satirizar, ou criticar algum acontecimento atual – muito
deles políticos - é fácil notar que a tirinha não tem o mesmo compromisso Ela
está, enquanto texto jornalístico, relacionada a uma leitura que propicie o prazer
do leitor de jornal.
Referências: Guia de aplicação provinha Brasil,2014; Caderno de descritores Prova Brasil, 2011;
Entre os Gêneros trabalhados nas escolas, as tirinhas são uma
forma divertida de fazer a criançada praticar a leitura e interpretação de
texto, ampliando a capacidade de argumentação. O gênero pode ajudar o professor
a desenvolver no seu aluno habilidades de inferir em informações a partir dos
elementos explícitos na imagem que completam o sentido da história, pois não
há, nas tirinhas, informações verbais sobre o local ou sentimentos expressos
pelas personagens. Assim, o aluno precisa mobilizar diferentes estratégias de
leitura para ler e compreender a história.
'As tirinhas
podem ajudar o professor a desenvolver no seu aluno habilidades de inferir em
informações a partir dos elementos explícitos na imagem que completam o sentido
da história’
Referências: Guia de aplicação provinha Brasil,2014; Caderno de descritores Prova Brasil, 2011;
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Preparando para a leitura:
Preparando para a leitura:
1. Organização do ambiente:
Procure criar um clima agradável,
converse com as crianças antes de iniciar a leitura sobre algumas posturas que
devem ser adotadas pelo grupo para a realização da atividade. Tente posicionar
o grupo para ouvir a história de forma confortável, pode ser em círculo,
semicírculo, sentados no chão ou em cadeiras...enfim , o importante é que todos
sintam-se confortáveis.
2.
Mostre o livro.
Leia o título e o nome do autor.
São informações importantes e necessárias. Leia também o nome do ilustrador e
faça os comentários que julgar necessário. Explique que ao final da história
você deixará que manuseiem o livro e possam ver as ilustrações, aproveite e
faça mais alguns combinados para que a leitura não seja interrompida.
3.
A escolha do livro.
Converse sobre porque escolheu tal
livro. Procure antecipar os assuntos que
podem trazer maiores dúvidas como palavras pouco usadas ou nomes de lugares,
pois isso ajuda as crianças a
permanecerem em silêncio e não ficarem interrompendo a história para saber o
significado de tudo. Além do mais, saber o que pode significar ou ter uma
referência do que estamos falando pode ajudar na construção do imaginário durante a escuta.
4.
Os combinados.
Após a apresentação do livro,
aproveite para fazer alguns combinados necessários como não interromper a
leitura para fazer perguntas ou pedir para beber água, explique que qualquer
dúvida poderá ser respondida depois que você terminar de ler e que todos devem
respeitar o silêncio, pois as conversas, mesmo bem baixinho, atrapalham muito.
Para beber água poderão aguardar o final da história, quem preferir pode até
deixar a garrafinha por perto. Aguarde até que todos façam silêncio e inicie a
leitura.
5.
Atenção.
Durante
a leitura, seja fiel ao texto. Não substitua palavras ou faça interrupções na
narrativa para ficar explicando nada, também não tente ficar acrescentando
trechos que não estão no texto para “torná-lo mais claro”, se acha que o texto
não é bom então procure outro, pois mudá-lo pode descaracterizá-lo e você não
tem permissão para mudar o que não é seu. No entanto, alguns textos são muito
favoráveis a conversas que surgem bem no meio da sua leitura e isso pode ser
feito, mas é preciso muita aproximação com o mesmo e talvez uma proposta que
esteja de acordo com essa atitude. Por exemplo; você pode levantar algumas
questões sobre situações ou personagens e lançá-las ao público, ou ainda,
discutir com os ouvintes algumas atitudes dos personagens e pedir a opinião
deles ou simplesmente explicar rapidamente alguma passagem. Mas tome muito
cuidado para não prolongar-se ou perder o clima, pois isso pode prejudicar
muito a história. Então, prepare-se antecipadamente e familiarize-se com o
texto.
Mude o tom da voz de acordo com os personagens
e o desenrolar da trama, isso ajuda as crianças a identificarem os personagens
e a dar o clima adequado a cada momento da história, além de mostrar aos
futuros leitores que a leitura correta e clara requer entonação e fruição.
6. Após
a leitura.
É sempre bom ter uma conversa após a leitura para explorar as impressões da turma como, por exemplo; se ficou alguma dúvida sobre alguma palavra ou episódio, se gostaram ou não da história, se conhecem alguma outra versão interessante. Além do mais, essas conversas ajudam no desenvolvimento da oralidade e ainda dão oportunidade para que as crianças ampliem e desenvolvam o vocabulário por meio de análises reflexivas que são levadas a fazer por meio das conversas que participam.
É sempre bom ter uma conversa após a leitura para explorar as impressões da turma como, por exemplo; se ficou alguma dúvida sobre alguma palavra ou episódio, se gostaram ou não da história, se conhecem alguma outra versão interessante. Além do mais, essas conversas ajudam no desenvolvimento da oralidade e ainda dão oportunidade para que as crianças ampliem e desenvolvam o vocabulário por meio de análises reflexivas que são levadas a fazer por meio das conversas que participam.
Fabiana Zanardi Freitas
Coordenadora de projetos de leitura, Nov/2013.
Referências bibliográficas.
Costa, Marta Morais da. Metodologia do ensino de Literatura
infantil. Curitiba: Ibepex, 2007.
Solé, Isabel. Estratégias de Leitura. Barcelona: Ed. Artmed, 1992.
SENP, Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas./ Secretaria do
Estado de São Paulo. “Letra e vida: Programa de Formação de Professores
Alfabetizadores _ Coletânea de Textos”, livros 1,2 e 3. São Paulo, 2005.
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